07 outubro 2011

Odone - A química que não funciona


Talvez num passado recente o atual presidente tricolor tenha conseguido conciliar o cargo de primeiro mandatário do tricolor com a vida de político; hoje, porém, seu “bis” não funcionou, ou melhor, não funciona. Digo talvez, porque não tenho certeza se desempenhando APENAS aquela que imagino ser a paixão mais fascinante, ou seja, ser Presidente do clube de maior torcida do Sul do país de 2005 a 2007, os resultados não teriam sido mais brilhantes. Bom, esta resposta fica faltando.
Algo mudou nestes dois anos que separam as suas administrações. Apesar do clube sofrer com a inconstância, vacilos e trapalhadas no ano, quando em vários momentos Odone lembrou Flávio Obino, ainda assim, desta gestão, dá para retirar ensinamentos para os próximos pleitos: o Presidente do Grêmio tem que ser exclusivamente PRESIDENTE DO GRÊMIO! No máximo, conciliar com o papel de chefe de família.
Elencando as decisões de Odone, surgem erros incríveis tais como criticar o técnico da gestão anterior, Renato, antes mesmo de assumir, isso em novembro de 2010, quando o time protagonizava a maior reação de um clube na era dos pontos corridos do Brasileirão. Depois vieram a tragicomédia RT10 e a perda do Jonas de forma patética. Seguiram-se anúncios de várias contratações que nunca se efetivaram na “Era Renato”. A iniciativa de desertar do Clube dos Treze em “primeira mão” deixou a impressão, quase uma certeza, que era mais um tapa em Koff do que gerada por qualquer outra motivação. A relação “água e azeite” com Antônio Vicente Martins recebeu o selo de incompetência quando Odone entusiasticamente anunciou a contratação do impossibilitado Wellington Paulista, resultando em mais um mico colossal.
A saída de Renato também foi um episódio bem constrangedor para ele; a grande “sacada” Julinho Camargo, igualmente resultou em rotundo fracasso. Aí recorreu à mais banal das soluções: Celso Roth, nome que é traduzido como divisão imediata entre os torcedores.
Se Duda Kroeff acertou integralmente quando trouxe o maior ídolo da história tricolor, unindo todos os segmentos do clube, Odone preferiu o caminho da cisão. Se vai dar certo, não sabemos. O passado “rothniano” condena. Para ele tenho uma frase que até hoje no meu Tricolor se revelou irremediavelmente fatal: pega o time do nada e leva a lugar nenhum.
Ontem, após a vitória sobre o Santos, Odone fez um pronunciamento eivado de ódio e inveja. Mirou Renato, que está há quilômetros de distância de Porto Alegre e a milhares de anos-luz de ser o verdadeiro engenheiro da maçaroca em que se transformou o primeiro semestre gremista.
Odone terá de se reciclar, pois o Grêmio já não é mais um clube de arrabalde, nem o Olímpico, ou mesmo a futura Arena, pátio de sua casa.

Bruxo Niederauer

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