Renato Sá – Havia uma pedra no caminho do invicto alvinegro

O Imortal Tricolor sempre teve muita sorte com jogadores nascidos em Santa Catarina. Só para citar alguns: Áureo, Vieira, Juarez, Valdo, Oberdan, Ladinho, etc., todos esses com passagens marcantes pelo Grêmio. Há outros e um desses é Renato Sá.
Natural de Tubarão, Renato Sá veio do Avaí para o tricolor em 1978. Está eternizado na memória dos torcedores pelo passe de cabeça para o peito de Baltazar no gol da final do Brasileiro de 1981. Mas, para mim, essa não é a maior lembrança. Há outra maravilhosa que está guardada na galeria dos jogos antológicos do nosso clube.
Corria o mês de julho de 1978, Campeonato Brasileiro, quinta-feira noturna, estádio do Maracanã, mais de 31.000 pessoas. O adversário? Bem, o adversário era o Botafogo, invicto há 52 jogos. Invencibilidade meio capenga, é verdade, pois no meio desta série há um empate estranho num amistoso em Uberlândia em que o técnico Zagallo mandou o time sair de campo aos 43 minutos do 2º tempo quando fora marcado um pênalti para os locatários. Time ajustado, sem muitas estrelas, também é verdade. Atacante Dé, goleiro Zé Carlos, o zagueiro René, Manfrini e Mendonça articulando o ataque. No banco o tri-campeão Zagallo. Na arquibancada uma faixa estampada, anunciava a 53ª vítima: Grêmio. Terrível engano! Esqueceram de combinar com o time gaúcho, treinado por Telê Santana, que transformara o time numa máquina de jogar. Também poucas estrelas: Ancheta, Tarciso, Tadeu Ricci e outros coadjuvantes como Corbo e Vilson Cereja. Mas dois deles viraram protagonistas: Renato Sá e (Jorge) Leandro, um guri de 16 anos.
Com uma atuação irrepreensível, o Tricolor aplicou 3 x 0, com Renato Sá fazendo os dois primeiros tentos e Leandro completando a goleada numa dividida corajosa com o zagueiro René, o Pato Preto, que lhe custou uma cirurgia no joelho e um longo afastamento dos campos.
No ano seguinte, Renato Sá foi emprestado justamente para o Botafogo, que viu seu grande adversário (o Flamengo) alcançar a mesma série invicta, 52 jogos. Em 03 de junho deste ano, tentando chegar a 53ª vítima, o Flamengo enfrentou o próprio Botafogo, e perdeu: 1 x 0 para o time de General Severiano. Quem quebrou a invencibilidade do Fla? Ele mesmo, Renato Sá.
O “Português” voltou ao Grêmio e em maio de 1981 ajeitou de cabeça uma bola que parou no peito de Baltazar que... bem, esta é outra história. Bem mais conhecida.
Natural de Tubarão, Renato Sá veio do Avaí para o tricolor em 1978. Está eternizado na memória dos torcedores pelo passe de cabeça para o peito de Baltazar no gol da final do Brasileiro de 1981. Mas, para mim, essa não é a maior lembrança. Há outra maravilhosa que está guardada na galeria dos jogos antológicos do nosso clube.
Corria o mês de julho de 1978, Campeonato Brasileiro, quinta-feira noturna, estádio do Maracanã, mais de 31.000 pessoas. O adversário? Bem, o adversário era o Botafogo, invicto há 52 jogos. Invencibilidade meio capenga, é verdade, pois no meio desta série há um empate estranho num amistoso em Uberlândia em que o técnico Zagallo mandou o time sair de campo aos 43 minutos do 2º tempo quando fora marcado um pênalti para os locatários. Time ajustado, sem muitas estrelas, também é verdade. Atacante Dé, goleiro Zé Carlos, o zagueiro René, Manfrini e Mendonça articulando o ataque. No banco o tri-campeão Zagallo. Na arquibancada uma faixa estampada, anunciava a 53ª vítima: Grêmio. Terrível engano! Esqueceram de combinar com o time gaúcho, treinado por Telê Santana, que transformara o time numa máquina de jogar. Também poucas estrelas: Ancheta, Tarciso, Tadeu Ricci e outros coadjuvantes como Corbo e Vilson Cereja. Mas dois deles viraram protagonistas: Renato Sá e (Jorge) Leandro, um guri de 16 anos.
Com uma atuação irrepreensível, o Tricolor aplicou 3 x 0, com Renato Sá fazendo os dois primeiros tentos e Leandro completando a goleada numa dividida corajosa com o zagueiro René, o Pato Preto, que lhe custou uma cirurgia no joelho e um longo afastamento dos campos.
No ano seguinte, Renato Sá foi emprestado justamente para o Botafogo, que viu seu grande adversário (o Flamengo) alcançar a mesma série invicta, 52 jogos. Em 03 de junho deste ano, tentando chegar a 53ª vítima, o Flamengo enfrentou o próprio Botafogo, e perdeu: 1 x 0 para o time de General Severiano. Quem quebrou a invencibilidade do Fla? Ele mesmo, Renato Sá.
O “Português” voltou ao Grêmio e em maio de 1981 ajeitou de cabeça uma bola que parou no peito de Baltazar que... bem, esta é outra história. Bem mais conhecida.
Bruxo Niederauer
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